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sábado, 1 de setembro de 2012

Pusher 3: I`m the angel of death


Direção Nicolas Winding Refn
País: Dinamarca
Ano: 2005




Em 1996 Nicolas Winding Refn aos 26 anos, lança seu primeiro longa: Pusher; que ficou conhecido pelo publico undergorund europeu. Com o fracasso de bilheteria do filme Fear X e o publico pedindo uma sequência de Pusher, o diretor se obrigou a fazê-lo.


Em Pusher o protagonista é Frank (Kim Bodnia) um revendedor de drogas; em Pusher II o personagem principal é Tonny (Mads Mikkelsen) um amigo de Frank que no primeiro filme da sequência é espancado pelo próprio Frank. Ambos devem dinheiro ao traficante Milo (Zlatko Buric) que é o protagonista do terceiro filme da série.


A estória de Milo se passa em uma noite onde ele está tentando largar do vicio das drogas e precisa cozinhar pra 45 pessoas no aniversario de sua filha. Ao mesmo tempo ele entrega um pacote de drogas para Mohammed (Ilyas Agac) vender, que não o devolve a tempo e outros vendedores vêm cobrar as dívidas de Milo.


Toda a idéia da trilogia Pusher é em cada filme um dos personagens coadjuvantes no anterior é agora o principal, e acompanha o protagonista que quase nunca sai de cena, tentando resolver seus problemas com o tráfico, envolvendo a família e amigos, mostrando então, um lado mais humano do personagem. As câmeras são levadas na mão e os atores têm total liberdade para andar pelo ambiente que (quase) sempre é real (não montagem de estúdio). E no final as coisas não são totalmente resolvidas, ficando aberto para uma possível continuação.

O diretor Nicolas Refn e o protagonista de Pusher 3, Zlatko Buric.

Nicolas W. Refn deixou sua assinatura na trilogia Pusher, que agora está sendo vista e revista com seu sucesso mundial de Drive, seu primeiro filme rodado e produzido nos EUA.

Gustavo Halfen

sábado, 14 de julho de 2012

C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor


Direção: Jean-Marc Vallée
País: Canadá
Ano: 2005
Nota: 8,5


A história de CRAZY é contada pelo protagonista Zac, e começa antes de seu nascimento, como terceiro filho de uma família de cinco. Descrevendo sua vida de forma irônica, com um certo humor negro, tudo começa nos anos 1960, enfatizando a moda, e principalmente a musica com os gostos musicais de Zac que vão mudando com o passar das décadas. Seu pai é o centro das atenções, seu ídolo. Sua crise é sua sexualidade já definida na infância que ele, assim como seu pai não aceitam, causando muitas vezes uma auto punição. A história chega a entrar na década de 1980 com a auto aceitação de Zac.


CRAZY perambula entre o deboche e o sério, entre o pecado e a religião. Utilizando diversas formas de corte e edição, o longa surpreende o tempo todo, mesmo nas cenas que a dramatização vai parecer exagerada, algo inesperado acontece dando a chance de o espectador respirar aliviado, tudo ao som de muito Pink Floyd, Rolling Stones, David Bowie, Patsy Cline, Charles Aznavour entre outros clássicos. 


terça-feira, 3 de julho de 2012

Manderlay


Direção: Lars Von Trier
País: Dinamarca, Suécia, Holanda
Ano: 2005
Nota: 6,0


Manderlay, a continuação da trilogia iniciada com o fabuloso Dogville não supera expectativas. Tanto na história como na fantasia, Manderlay perde, e feio para seu primogênito.
Após o sofrimento em Dogville, em uma fazenda onde as “leis” ainda não mudaram,
Grace (antes interpretada por Nicole Kidman, agora por Bryce Dallas Howard) neste momento luta pela liberdade dos negros mesmo após 70 anos da abolição da escravatura.


O longa lembra muito "Quanto Vale ou é Por Quilo?" de Sérgio Bianchi (ambos os filmes feitos no mesmo ano), na temática da exploração racial que aconteceu na América, tanto na latina como na anglo saxônica, abordando a mudança de valores que não aconteceu após a libertação da escravatura.


O longa mantém a mesma formula do primeiro da trilogia, os cenários continuam sendo marcas no chão deixando o espectador usar a imaginação como bem quiser; a narração de John Hurt continua fantasiosa dando um ar de sarcásmo e a trama é dividida em capítulos. Em comparação com Dogville, Manderlay perde o brilho. Porem não deixa de ser um bom filme de Lars Von Trier.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Passagem (Stay)


Direção: Marc Forster
País: EUA
Ano: 2005
Nota: 8,5


Dizem que quando uma pessoa está à beira da morte, seu cérebro entra em colapso causando ilusões e confusões. Outros dizem que a passagem da vida para a morte é uma visita a outras dimensões onde diferentes realidades se cruzam. Este é o tema de A Passagem.


Henry (Ryan Gosling) é um jovem problemático que procura o psicólogo Sam (Ewan McGregor) para avisá-lo que se matará em três dias. Obcecado em salvar a vida de Henry, Sam começa uma jornada em busca de todos os dados que levam Henry a querer cometer suicídio. A partir disso, Sam começa a perder a noção de realidade e fantasia.


A Passagem é um filme inteligente, com muitos detalhes que beiram entre as loucuras psíquicas de David Lynch. Com uma edição impecável e atuações fantásticas, o longa mistura suspense e drama com ilusão, confundindo o espectador que terá que notar pequenos detalhes da obra para entrar no universo entre a vida e a morte.

domingo, 24 de junho de 2012

Batman Begins


Direção: Christopher Nolan
País: EUA
Ano: 2005
Nota: 6,0


Depois de 1989 quando Tim Burton recria o Batman de sua forma mais caricata, com a melhor Gothan City de todas, Joel Schumacher enterra de vez com os fracassados Batman Eternamente (1995) e Batman e Robin (1997). Para o século XXI a esperança da volta do Cavaleiro das Trevas ressurge com Christopher Nolan em Batman Begins.


Batman Begins baseado em três histórias dos quadrinhos do Batman, Christopher Nolan fez questão de ser fiel aos fãs de HQ e explorar o lado psicológico e negro de Bruce Wayne, que para a maioria agradou. Contando a história da origem do Cavaleiro das Trevas, Nolan nos apresenta todo o treinamento de Bruce Wayne (Christian Bale) para enfrentar seus demônios e se tornar Batman,


Os personagens e seus interpretes não se completaram, principalmente o espantalho, que não é nada convincente na carinha ingênua de Cillian Murphy. Porém, todos gostam de estórias que contam a origem de seus ídolos, e as cenas de ação são bem feitas e reais.