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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Zumbis da Neve (Død Snø)


Direção: Tommy Wirkola
País: Noruega
Ano: 2009
Nota: 5,0


Um grupo de jovens vai passar um fim de semana nas montanhas da Noruega quando descobrem que uma maldição assombra o local desde a 2ª Guerra Mundial. Soldados nazista da época se tornaram zumbis.


O filme enrola de mais em cenas de suspense desnecessárias e quando começa a ficar bom, a alegria dura pouco. Filmes considerados trash normalmente possuem excesso de cenas de sexo, violência e sangue. Zumbis na Neve embora possua lindas atrizes peca na ausência de sexo. As cenas dos zumbis nazistas na neve, junto ao vermelho sangue e a trilha sonora norueguesa deu um toque de originalidade e beleza no filme que poderia ter sido melhor aproveitada.


Porém o filme não perde seu mérito de autenticidade e merece destaque na crítica social da forma de como a nossa sociedade enxerga os nazistas hoje: soldados monstruosos sedentos por morte. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Último Dançarino de Mao (Mao`s Last Dancer)


Direção: Bruce Beresford
País: Austrália
Ano: 2009
Nota: 6,5


Baseado no livro autobiográfico de Li Cunxin, O Último Dançarino de Mao, começa com sua vida no campo na China nos ano 1970 quando é escolhido para treinar balé na capital. Após anos de treino Li consegue uma bolsa para estudar balé nos Estados Unidos. No país símbolo do imperialismo e capitalismo, Li é alertado pelo governo chinês a não ceder as tentações da vida ocidental. 


Porém após sucesso no balé estadunidense, ele se apaixona pela cultura ocidental, casa-se e decide ficar no país. Sofrendo pressão do governo chinês ele é proibido de nunca mais voltar a China.


Fiel ao livro autobiográfico, o longa conta de forma resumida e clara a história de Li, sem muitos apelos dramáticos, o filme mostra a visão de um chinês se adaptando a viver com o liberalismo ocidental, dando um certo apelo a “liberdade” estadunidense e ao sonho americano.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Eu Matei Minha Mãe (J’ai Tué Ma Mère)


Direção: Xavier Dolan
País: Canadá
Ano: 2009
Nota: 7,0


O primeiro filme dirigido pelo jovem Xavier Dolan, que também atua no mesmo, já trata de da relação mãe e filho adolescente homossexual. Hubert e sua mãe (solteira) possuem uma relação bem calorosa com os nervos à flor da pele. Ao mesmo tempo em que estãos declarando amor eterno, pequenas atitudes os transformam em bombas de insultos, chegando ao ponto de que sua mãe quer que ele saia de casa e vá para um colégio interno. 


O filme foca bem as expressões dos atores, mostra o contraste entre a casa de mãe Hubert e a casa de seu namorado. A válvula de escape de Hubert é quando ele se tranca no banheiro desabafa com uma câmera na mão.


Com diálogos bem feitos e ótimas atuações, o filme é envolvente e possui sutis toques de poesia, já dando a Xavier Dolan a premissa de um bom futuro no mundo cinematográfico.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

O Guerreiro Silencioso (Valhalla Rising)


Direção: Nicolas Winding Refn
País: Dinamarca, Reino Unido
Ano: 2009
Nota: 7,0



A tradução para o português brasileiro de Valhalla Rising, foi talvez uma das maiores injustiças feitas com o filme. Legitimamente o nome O Guerreiro Silencioso não tem nada a ver com o enredo do filme.
A palavra Valhala, segundo a mitologia nórdica é o local onde os guerreiros vikings eram recebidos com honra após a sua morte. Logo, O Guerreiro Silencioso conta a história de um prisioneiro nas regiões nórdicas (supõe-se), que possui uma extrema habilidade para matar; assim ele é usado em apostas de luta. Porém, logo alcança sua “liberdade” (pode também significar a morte), e parte com vikings que se tornaram cristãos, extremamente perdidos e inseguros em busca da terra sagrada.
Toda esta ascensão se passa em meio a nevoeiros místicos e oníricos, criando um ambiente épico e surreal, mais parecido com os filmes de David Lynch, do que com filmes de guerra da época medieval.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bronson


Direçã: Nicolas Winding Refn
País: Reino Unido
Ano: 2008
Nota: 7,9



Charles Bronson é considerado o prisioneiro mais famoso da Grã Bretanha, simplesmente por sua violência sem sentido, mas era um excelente desenhista. Esta é a história de Michael Peterson, um homem que simplesmente não achava sentido nenhum na vida e gostava...do caos.
Mais uma vez Nicolas Winding Refn no presenteia com um filme arte extremamente bem feito. Agora uma biografia que perambula entre o onírico teatral e o real, entre a poesia e pancadaria.
Um filme fantástico sobre a vida deste homem incompreendido



Curiosidade: existe uma petição para soltar Charles Bronson no site http://www.freebronson.co.uk/

domingo, 27 de maio de 2012

Contracorrente (Contracorriente)


Direção: Javier Fuentes-León
País: Peru
Ano: 2009
Nota: 8,1



Miguel mora em uma pequena vila de pescadores a beira mar. Casado e esperando o nascimento de seu filho, ele se envolve com um pintor visitante da vila (Santiago). Rodeado de preconceito, ele faz de tudo para esconder sua relação homossexual. Porém Santiago morre e somente Miguel enxerga seu espírito; agora ele terá que enfrentar o preconceito para que a alma de seu amante descanse em paz.
Um filme peruano simples, místico e de certa forma polêmico, com um tema atual, ele aborda o preconceito contra homossexuais de forma poética e real.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ricky


Direção: François Ozon
Pais: França, Itália
Ano: 2009
Nota: 8,6



“She won't let you fly, but she might let you sing
Momma's will keep baby cozy and warm
Oh Baby,
Of course Momma's gonna help build the wall” (Roger Waters)

Se houvesse uma música para representar este filme, a sexta faixa do álbum The Wall da banda britânica Pink Floyd, chamada Mother, seria perfeita!
Ricky é um filme para poucos.
É a historia de uma mulher que mora com a filha e possui “uma vida sem muita vida”. Logo, ela conhece um cara que trabalha na mesma indústria. Tudo acontece muito rápido, e logo ela está grávida e morando com o futuro pai. Ricky é o filho que rapidamente vem à luz.
Ricky é um filme sobre família. Um filme para se analisar as entre linhas da relação mãe e filho, pai e filho.
A luz sempre acima da cabeça da mãe; as frases e o olhar da filha; as atitudes do pai; o choro da criança e o papel de parede do quarto, resumem a base das famílias comuns em todo o mundo.
Um filme metafórico, ousado e instigante.