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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A Viagem (Cloud Atlas)


Direção: Tom Tykwer, Andy Wachowski e  Lana Wachowski
País: Alemanha, EUA, Hong Kong, Singapura
Ano: 2012


Desde Matrix que os irmãos Wachowski não conseguiam mais se consolidar no campo da sétima arte. Agora com a parceira de Tim Tykwer (Corra Lola Corra, Perfume: A História de Um Assassino) eles lançam Cloud Atlas.


Cloud Atlas conta seis estórias em diferentes épocas ligadas somente por um tema principal: liberdade e/ou busca pela liberdade, onde os atores trocam de personagens conforme a estória contada e os diálogos e cenas se entrecruzam como se estivessem conectados.


O conto mais antigo se passa em uma época próxima ao fim da escravidão na Inglaterra, onde um negro clandestino em um navio luta pela sua “liberdade”. A segunda estória se passa em 1946 sobre um caso de amor homossexual e a composição de uma música marcante da época; a terceira, se passa nos anos 1970 a respeito da luta de uma jornalista para desmascarar uma industria petrolífera; outra narrativa conta uma comédia que se passa nos dias de hoje; a quinta fábula é uma estória de uma jovem que busca se libertar de uma multinacional que escraviza seus funcionários no ano de 2144; e por ultimo, em uma época pós apocalíptica chamada de “106 Anos Após a Queda”  um povo isolado em uma ilha recebe a visita de uma mulher das cidades.

Os diferentes personagens de Hugo Weaving no longa.

Todas as estórias são muito bem contadas e a transposição de uma cena a outra, impressiona; os diálogos e falas filosofam a respeito do tempo, liberdade, futuro e destino. Um filme pra se ver várias vezes e notar detalhes que antes passaram despercebidos.


Estréia hoje, dia 11 de janeiro de 2013, nos cinemas!

Gustavo Halfen

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Um Método Perigoso (A Dangerous Method)


Direção: David Cronenberg
País: Reino Unido, Alemanha, Canadá
Ano: 2011
Nota: 5,5


Um Método Perigoso mostra-nos os primeiros passos de Jung (Michael Fassbender) ao tentar a cura das pessoas através da psicanálise e seus primeiros contatos com Freud (Viggo Mortensen).
O filme foca mais no início dos testes de psicanálise de Jung com a paciente Sabina (Keira Knightley) e a paixão que ela desperta nele. A idéia em cima da psicanálise é bem superficial e mostra Jung como o aluno inocente e ético e Freud como o vilão da história (para os que pouco entendem de psicologia, sabem que a história não foi bem assim).


Tanto Viggo Mortensen como Michael Fassbender atuam muito bem, é uma pena que K. Knightley represente a personagem de forma tão forçada e não convincente. Em certas cenas, a personagem tem ataques de pânico e se assemelha a um chimpanzé histérico, em tanta outras até mesmo na sua primeira cena de sexo, ao atingir o orgasmo ela nem sequer cora o rosto.


Talvez seja o pior filme dirigido por Cronenberg; estória distorcida, algumas péssimas atuações e cenários de fundo nada convincentes que dispensa comentários. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Mundo de Andy (Man on the Moon)


Direção: Milos Forman
País: Reino Unido, Alemanha, Japão, EUA
Ano: 1999
Nota: 8,6


O longa conta a historia de Andy Kaufman, um comediante estadunidense, muito caricato, que abusava no seu humor negro. Sempre debochando e instigando o espectador, Andy usava a comédia para criticar a televisão e todo o sistema em si.


Um filme repleto de surpresas, piadas e uma das melhores atuações de Jim Carrey, O Mundo de Andy é uma comédia dramática cinebiográfica alternativa de alto nível. Obrigação a todos os fãs de cinema, comédia e....Jim Carrey!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Transfer


Direção: Damir Lukacevic
País: Alemanha
Ano: 2010



A empresa Menzana compra pessoas pobres da África, cuida-as e as mantém saudáveis para após um contrato, transferirem as mentes de seus clientes, já velhos, a esses novos corpos. As mentes originais dos corpos voltam a si somente durante quatro horas do dia; isso tudo, se os medicamentos recomendados forem tomados na hora certa. Confuso, não?


Um casal de velhinhos apaixonados à beira da morte, faz um contrato com esta empresa e suas mentes são transferidas para um casal desconhecido de africanos jovens, bonitos e saudáveis. A senhora Anna começa a se comunicar através de um diário com a personalidade original de seu corpo: Sarah. A partir disso, ela deixa de tomar algumas vezes seu remédio para que Sarah veja a luz do sol. Além, Anna (ou Sarah, como você quiser) fica grávida. Aí já dá pra ver a confusão toda.


Um filme com uma ideia fantástica, bem elaborado, simples e  inesperado, Transfer é uma crítica a colonização dos países capitalistas às suas colônias. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Underground


Direção: Emir Kusturica
País, Iugoslávia, França, Alemanha, Hungria
Ano: 1995
Nota: 8,0



Na época da invasão alemã na antiga URSS, na 2ª Guerra Mundial, traficantes de armas criam uma cidade no subsolo onde fabricam armas para o tráfico. Porém, ao final da guerra os trabalhadores e moradores do subsolo continuam sendo usados para a fabricação de armas, achando que a guerra ainda acontece.
Underground é um filme de comédia forçada, surreal, onírico, artístico, onde se resume a história de um país que viveu e vive em guerra: Iugoslávia, hoje divida em Sérvia, Montenegro, Macedônia, Eslovênia, Croácia e Bósnia.
Realmente é um filme underground; a princípio você demora pra entender o clima e a idéia do filme. Mas você se acostuma, se envolve, ri e se emociona.
O que era para ser um filme arte, acabou se tornando um filme histórico e uma critica a guerra.
Um filme bem “under”, mas muito bom!!

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen)


Direção: Florian Von Donnersmarck
País: Alemanha
Ano: 2006
Nota: 7,6



A Vida dos Outros foi uma tradução bastante satisfatória para a temática do filme. O filme se passa na Alemanha oriental em 1984 e conta a história de um espião da polícia secreta alemã que mantinham uma política de espionagem de todo e qualquer cidadão que podia ter uma suspeita conspiratória.
Este espião (excelente atuação de Ulrich Muhe) passa por uma crise de dualidades entre o bem e o mal, o amor e a repressão. Passando a ter uma relação voyeurística com o casal espionado.
O filme possui um clima cansativo e parado nos primeiros 90 minutos. Sensação que desaparece nos 30 minutos finais, com um desfecho inesperado e feliz, fazendo valer a pena o cansaço inicial.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

As Donas da Noite (Wir Sind Die Nacht)


Direção: Dennis Gansel
País: Alemanha
Ano: 2010
Nota: 2,4


Se não fosse um filme ambientado em alguma cidade onde se fala alemão, eu poderia dizer que era um filme “hollywoodiano”. Tem todas as características para tal.
A princípio, a história começou bem: vampiras, feministas, sexys, malvadas, independentes. Porém pecou com um péssimo roteiro e uma historinha medíocre com direito a mocinho e bandido e casal apaixonado.
Pelo menos a atriz Jennifer Ulrich (Charlotte) fez uma boa atuação e sua personagem tem uma história interessante.
Fiquei imaginando como seria legal se esse filme fosse ambientado na Alemanha na Segunda Guerra Mundial ou nos anos 1920. Com certeza seria mais interessante.