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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cosmópolis (Cosmopolis)


Direção: David Cronenberg
País: França, Canadá, Portugal
Ano: 2012




Alguns acreditam que o diretor David Cronenberg esteja se levando muito a sério, porém é inegável que mesmo podendo estar na inércia como muitos diretores da sua época, Cronenberg continua em transformação.
Baseado no romance homônimo de Don Delillo, Cosmópolis conta a saga do bilionário Eric Parker (Robert Pattinson) tentando atravessar Nova Iorque para cortar o cabelo enquanto que a cidade está tomada de caos e rebeliões com a chegada do presidente dos EUA. O filme que deveria ser uma ficção nos mostra que o futuro é agora. Com a nova onda de automação em tudo que possa ser ligado e desligado, dentro de sua limousine, Eric controla tudo e a todos: investe em ações, consulta investidores e controla toda a sua fortuna por um pequeno computador acoplado em seu automóvel. Enquanto isso, fora do automóvel, a violência, os protestos e a proliferação do desespero tomam conta da cidade. Outros personagens entram no carro para discutir negócios e acabam passando por uma espécie de sessão terapêutica avaliada por Eric Parker.


A sensação de limpeza e artificialidade do longa, nos dá a sensação de uma vida plástica que Eric leva, onde os poucos momentos de realidade são vivenciados através da violência; característica dos filmes do diretor.


A atuação de Robert Pattinson é aceitável, o ator nos passa a sensação de alguém com pouca expressividade em suas feições, chegando a ter um leve gosto ao caos.
Embora o filme trate a cerca de vários temas: tecnologia, sociedade, relacionamento, os diálogos são bastante cansativos e verborrágicos trazendo uma sensação de vazio no filme, característica talvez mais interessante e discutível do longa.



Gustavo Halfen

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Bel Ami – O Sedutor (Bel Ami)


Direção: Declan Donnellan, Nick Ormerod
País: Reino Unido, França, Itália
Ano: 2012
Nota: 5,0


Paris em 1890 vivia uma época de grande ascensão, dentre todos os cidadãos franceses que iam tentar a sorte na capital estava George Duroy (Robert Pattison), um ex combatente de guerra, filho de uma família pobre que vai trabalhar em uma ferrovia. Em pouco tempo ele esbarra com um companheiro de farda que trabalha para um jornal e o leva a conhecer sua família e amigos com o intuito de o levar à aristocracia francesa.

George Duroy conhece Madeleine (Uma Thurman), Clotilde (Christina Ricci) e Virgine (Kristin Scott Thomas) mulheres da burguesia francesa. Com o tempo George percebe que as pessoas mais influentes da sociedade não são os homens, mas sim suas esposas. Dotado de beleza e juventude, ele percebe que tem potencial para seduzir tais mulheres e crescer financeira e socialmente. Porem seu despreparo e imaturidade o levam a cometer gafes o fazendo decair perante a alta sociedade francesa.

Embora uma trama interessante, o longa apresenta um roteiro sem passagem de tempo e Robert Pattison não tem o carisma de um sedutor; suas poucas facetas não transparecem ao espectador qual o verdadeiro sentimento do personagem, deixando um buraco na estória, que pouco é preenchido pelas belas atrizes Thurman, Ricci (a melhor do elenco) e Kristin.


Estréia nos cinemas dia 3 de agosto.


Gustavo Halfen