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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Reflexos (The Broken)


Direção: Sean Ellis
País: Reino Unido, França
Ano: 2008





Uma das fórmulas do sucesso em longas metragens, é o diretor nos expor uma idéia original que nos dê a impossibilidade de imaginar sua justificativa, assim nos surpreendendo com um desfecho final. The Broken tem uma idéia autêntica, porém seu autor não soube aproveitá-la.


Gina McVey (Lena Headey) é uma médica que dá uma festa de aniversário surpresa para seu pai, chamando seu namorado, irmão e sua cunhada para o evento. Na ocasião um espelho se quebra. Tempo depois ela segue na rua uma mulher idêntica a ela, e descobre que tal mulher misteriosa tem uma casa idêntica a dela. Voltando pra casa um pouco confusa ela sofre um acidente e perde parte da memória de curto prazo. Alucinações e realidade começam a se misturar, seu namorado já não é mais o mesmo e conflitos com seu reflexo nos espelho agora são constantes em seus sonhos.


Em Cashback, o diretor Sean Ellis consegue nos surpreender em seu primeiro longa com uma idéia original onde ele explora todas as técnicas cinematográficas a seu dispor para nos manter presos em um mundo fantasioso. Em Reflexos, migrando agora para o gênero suspense ele nos presenteia com uma idéia legítima, e explora bastante câmera lenta (como em seu filme anterior), além da trilha sonora e sustos no espectador que são característica óbvias no gênero. Porém, a estória é maçante e sem sentido, e seu desfecho final beira o ridículo e nos dá a impressão de que Sean Ellis não sabia como terminar o filme, nos dando a sensação de perda de tempo e desperdício de um ótimo elenco e uma produção tão fina e cuidadosa.



Gustavo Halfen

sábado, 23 de junho de 2012

Cashback


Direção Sean Ellis
País: Reino Unido
Ano: 2006
Nota: 9,0


“É necessário 227,00 kg de força para esmagar um crânio humano. As emoções humanas são bem mais frágeis.” A frase de Bem Willis ao iniciar sua história.


Ben é um garoto beirando seus 20 e poucos anos que acabou de terminar seu primeiro namoro. Após o período de sensação de liberdade, ele vê sua ex namorada com outro cara e começa a se indagar a respeito de o que é amor na verdade. Seus sentimentos de carência, possessão e paixão vem à tona e ele já não dorme mais. Buscando ocupar seu tempo em que antes usava para dormir, Ben começa a trabalhar no período noturno em um supermercado. Diferente das outras pessoas, o jovem possui o poder de parar o tempo.


Contada de forma realmente sincera e lenta, Cashback chega a ser onírico e parece ter sido extraído de um diário de um jovem mal resolvido em suas relações amorosas. O diretor Sean Ellis utiliza metáforas sobre o tempo para expressar os sentimentos do jovem com o coração partido, e abusa da sensualidade do corpo feminino para mostrar o desejo de um homem no ápice da produção de testosterona.